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MINC | Com dois premiados no nordeste, MinC e Iphan premiam nesta terça iniciativas na preservação do patrimônio brasileiro

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Uma grande festa, reunindo a diversidade da cultura brasileira, vai celebrar os 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). Um dos destaques dessa comemoração é a cerimônia de entrega do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, a mais importante premiação do país voltada para ações de valorização, promoção e preservação do patrimônio cultural brasileiro. Nesta 30ª edição, o Prêmio contemplou oito projetos dos estados do Amapá, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Durante a cerimônia, que será realizada nesta terça (24), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Iphan também vai homenagear parceiros, entre instituições e personalidades, que se destacaram nos últimos 80 anos na gestão do patrimônio cultural. O instituto entregará a Medalha Mário de Andrade, instituída para celebrar o marco dos 80 anos.

“O Iphan consolidou, ao longo de sua história, uma política de patrimônio cultural que permitiu a preservação de monumentos históricos ou naturais, e de muito do que será lembrado pelas futuras gerações”, afirma o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. “Ambas as instituições – Ministério da Cultura e Iphan – lidam agora com o desafio de intensificar as políticas de estímulo ao uso do patrimônio cultural brasileiro. Por esse motivo, as ações de salvaguarda, preservação e revitalização devem ser alinhadas com novas formas de utilização, que possam incrementar a economia das comunidades e da sociedade em geral”, destaca.

A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, reforça a trajetória do instituto, que primou pela evolução da política de preservação do patrimônio cultural. “Olhando o passado, após oito décadas de muito trabalho, é possível observar que, mais do que preservar ou salvaguardar os bens culturais escolhidos como referências para a Nação, o Iphan foi capaz de firmar-se como uma das mais respeitadas instituições públicas do país e, simultaneamente, construir uma sólida noção do que é o patrimônio cultural do Brasil”, afirmou.

O ministro e a presidente do Iphan, entusiastas do papel do instituto no trabalho de preservar e divulgar a memória, a identidade e as tradições brasileiras, estarão presentes na 30ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. A plateia da premiação, formada por premiados, homenageados e convidados, será agraciada com apresentações culturais de bens registrados, como o jongo do Sudeste, o maracatu, o bumba-meu-boi do Maranhão e a capoeira. Para encerrar a noite, o palco do Theatro Municipal receberá também o show Grande Encontro, com Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo.

Saiba mais sobre os projetos premiados nordestinos

Encontro Mestres do Mundo (CE) – Categoria III (iniciativas que objetivam comunicar, interpretar, divulgar, difundir e educar sobre o Patrimônio Cultural, material e/ou imaterial, para as atuais gerações).

Porto Digital (PE) – Categoria IV (ações que visam valorizar e promover iniciativas que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação e/ou salvaguarda do Patrimônio Cultural brasileiro).

Rodrigo Melo Franco de Andrade

A premiação é uma homenagem ao primeiro presidente do Iphan, Rodrigo Melo Franco de Andrade, que esteve à frente do Instituto desde sua criação, em 1937, até 1967. Advogado, jornalista e escritor, Andrade nasceu em 1898, em Belo Horizonte.

Redator-chefe e diretor da Revista do Brasil, iniciou a vida política como chefe de gabinete de Francisco Campos, atuando na equipe que integrou o Ministério da Educação e Saúde do governo Getúlio Vargas. Entre 1934 e 1945, período em que Gustavo Capanema era ministro da Educação, Rodrigo Melo Franco de Andrade integrou o grupo formado por intelectuais e artistas herdeiros dos ideais da Semana de Arte Moderna, de 1922, quando se tornou o maior responsável pela consolidação jurídica do tema Patrimônio Cultural no Brasil.

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